Outro tema que adoro!
Aqui, uma bruxa, ou seria sacerdotisa? Ou seria maga?
É no Quarto de Hécate que Prosérpina toma seu chá.
É lá que ela conta seus segredos, chora seus enganos, ri da vida e aprende. E ensina.
Porque o mestre sempre é discípulo do conhecimento que partilha, e o aluno, professor das lições que ajuda a rever.
Dedicado a Crescente de Prata
É lá que ela conta seus segredos, chora seus enganos, ri da vida e aprende. E ensina.
Porque o mestre sempre é discípulo do conhecimento que partilha, e o aluno, professor das lições que ajuda a rever.
Dedicado a Crescente de Prata
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terça-feira, 17 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Sobre as Fadas
Um passeio pelo Reino das Fadas
Dizem que é perigoso, 'não aceite nada que lhe for oferecido', 'não toque em nada', 'você vai se perder por lá'. Será?
Nesse mundo, o tempo é algo relativo às emoções, um momento feliz pode durar uma eternidade, uma vida passa em segundos. Nos esquecemos do mundo, encantados com essa nova beleza, e tudo aquilo que não importa desaparece de nossas mentes. Precisamos ser fortes para enxergar esse novo mundo, e mais fortes ainda para desejar voltar à nossa realidade, renovados. Hummm... perigoso, não?
No Reino das Fadas nos perdemos em nós mesmos, e somos purificados de todas as coisas que na verdade não nos pertencem. Todas as influencias externas a nós nos deixam, para que fique apenas o essencial. A visão clareia para a nossa verdade.
A viagem é curta, o tempo de um sonho, a estadia, ah, indescritível, e a volta é sempre melhor. Conheça você também esse mundo!
Hiato
É, fiquei um bom tempo sem aparecer por aqui (que vergonhaaa). Estou devendo um bom tanto de postagens, para tirar a poeira desse quarto virtual.
Vamos sacudir tudo então!
E pra isso, escalei uma ajuda feérica. Tenho desde muito tempo o passatempo de criar fadas através de imagens que encontro na internet e modifico com a ajuda do Photoshop.
Compartilho aqui algumas delas. Que os bons fluidos nos acompanhem!
sexta-feira, 7 de março de 2014
O Atelier de Prosérpina e o Tempo
Oi!
Esse blog foi criado há muito tempo (2009!), mas essa é a primeira postagem dele. Tempo, aliás, é algo que tem faltado. A vida dá voltas loucas, é tanto o que fazer, tanto o que viver, e quando nos damos conta, o tempo passou, e nem vimos.
Tempo é algo muito mais psicológico do que imaginamos. Relógios, calendários, nada disso é capaz de medir o tempo dos nossos pensamentos, dos nossos sonhos, da espera e da procrastinação. Tempo é algo relativo, indefinido, pessoal. A espera de uma vida inteira dura segundos em nossa mente após um encontro feliz. As horas de estudo parecem infinitamente perdidas e longas depois de uma prova mal sucedida.
Mas o que dizer das marcas que o tempo deixa em uma vida? Crianças crescem, rugas aparecem, livros amarelados (ah, ainda não sei se prefiro o cheiro de um livro novo ou o leve odor amadeirado de um livro antigo), pensamentos mudados. E qual é mesmo a medida de tempo de quando os cabelos embranquecem? Sempre achei que os primeiros fios são um marco, daqueles que assinalam um acontecimento importante, o final de uma fase, o início de outra.
Talvez, essas marcas sejam um indicador mais eficiente de que ele de fato existe. Eu sei o tempo das minhas, e conheço cada história. Coisas de quem aprendeu a se olhar no espelho, a entender sua porção material. É, acho que contarei o meu tempo pelas rugas, duas, três, e daí para o que dizem os documentos? Meu tempo é outro!
E só para mostrar que algumas ideias podem até ser antigas, mas nunca envelhecem, deixo aqui um poema maior de idade (nossa, foi há tanto tempo assim? Jura?). Só pra lembrar pra mim mesma que o tempo me mudou, mas que eu ainda sou a mesma pessoa. Enjoy!
ATELIER DE PROSÉRPINA
(para Luciana Dizioli)
Como se mede a distância do desejo para o afeto?
Como se costura o desenho de um corpo na pele?
Acaso a vida persponta tecidos de mágoas a quem distraído veste a roupa da paixão?
No atelier de Prosérpina tirei medidas de incomensuráveis dúvidas
Foi lá que, com fita métrica da dor, fiz estas vestes fulvinegras com que cobri meu sexo e readquiri a visão.
Do Éden ante ao pecado original.
(para Luciana Dizioli)
Como se mede a distância do desejo para o afeto?
Como se costura o desenho de um corpo na pele?
Acaso a vida persponta tecidos de mágoas a quem distraído veste a roupa da paixão?
No atelier de Prosérpina tirei medidas de incomensuráveis dúvidas
Foi lá que, com fita métrica da dor, fiz estas vestes fulvinegras com que cobri meu sexo e readquiri a visão.
Do Éden ante ao pecado original.
E foi lá perdido num vale de sombras
Que depositei uma a uma as filhas de Prosérpina no cemitério
Mas principalmente lá,
Onde de todas as maneiras fustigado,
Inerme compreendi o sentido inelutável do verbo amar.
Que depositei uma a uma as filhas de Prosérpina no cemitério
Mas principalmente lá,
Onde de todas as maneiras fustigado,
Inerme compreendi o sentido inelutável do verbo amar.
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